domingo, 29 de abril de 2012
O que ainda me falta? (Alguns axiomas indeléveis)
Esta pergunta que lateja em mim,
Faz-me meditar – Lembrar o inesquecível.
Axiomas indeléveis repousam em mim.
Latentes verdades que emergem com o despertar da alma.
Maravilha da Criação – Parte I
Descobri olhando ao redor,
Que todos os átomos formam juntos todas as coisas,
Somos feitos de infinitos deles,
E todos eles juntos – Quase nada são!
Uma mente Universal criou cada um deles,
E em cada um há um pedaço desse Ser!
O Todo está em tudo – E no nada ao mesmo tempo!
E as coisas parecem pequenos brinquedos na mente do Todo,
E os pássaros cantam para Ele,
E as plantas dançam sua música,
E os animais obedecem suas primícias,
E o tempo segue o efeito de suas leis.
E o simples fato de existir é por demais maravilhoso!
Somos tudo no Todo,
Somo cada um – Um universo!
Sabendo disso - O Que ainda me falta?
O Desígnio – Parte II
Vivo por algo, e algo me faz viver,
Mas do que reações bioquímicas,
Sou uma alma e sempre existi!
E meu nascimento físico é a passagem de férias da Eternidade!
Do pó vim, para o pó retornarei.
Da Eternidade vim e de lá não mais sairei!
Minha alma sabe de todas as coisas que se pode saber!
Contudo vive em um corpo imbecil,
As vezes fortemente regida por ele.
Deixamos o terreno reinar no celeste.
Estou aqui por um desígnio – E vivo para cumpri-lo.
Mesmo nesse veículo falho,
O Eterno me preparou um caminho!
Vivo para Ele, pois ele é o meu Todo,
Sabendo disso - O Que ainda me falta?
O Gênero e o nascimento – Parte III
Aprendi com um sábio egípcio,
Que existem dois gêneros – Masculino e feminino,
A exemplo, os anjos não possuem nenhum deles,
E o Todo é o único que possui ambos os gêneros!
Por isso ele criou todas as coisas!
Tendo tudo, desejou dividir com o homem,
dividiu seu ser ao meio e criou o homem,
E do homem fez a mulher.
Ambos juntos experimentam a essência Dele,
E podem criar também!
E geram algo que é mais valioso do que qualquer outra coisa,
Uma nova vida, uma nova alma!
Entendo o milagre do meu nascimento!
E fico maravilhado com o simples fato de ter nascido!
Sabendo disso - O Que ainda me falta?
A morte – Parte IV
Descobri com os poetas e filósofos,
Que não há nada na vida, mais belo que a morte.
A morte é a passagem do temporal, para o atemporal.
E o sair da caverna - A luz que se acende!
Sentimos a falta dos que se vão, choramos muito!
Mas se compreendêssemos a morte!
Seríamos jubilosos de alegria mediante seu significado!
Sabendo disso - O Que ainda me falta?
O Amor – Parte Final
Descobri que o Todo é composto de amor.
E Dele emana uma fonte infinita deste sublime sentimento.
E todos são amados por Ele!
Mesmo os débeis, deficientes, sábios, loucos, missionários e estupradores!
O Amor atinge a todos!
Quem entende esse amor, se liberta de suas mazelas!
Quem ama, experimenta das virtudes do Todo,
E nossa alma se alimenta de amor!
Houve um dia em que decidi “viver pelo amor”
E desde então, recebi todos estes axiomas!
O amor é simplesmente tudo!
Mas a pergunta ainda insiste…
Sabendo de todas essas coisas,
O Que ainda me falta?
domingo, 18 de março de 2012
O que temos?
Conte suas conquistas de mar e terras,
Amontoe seu ouro, e ajunte-o como bem quiser,
Mas – tudo quanto você puder reter em sua mão morta
Será aquilo que você tiver doado aos outros.
(E.M. Poteat)
Reservado
"Nessa guerra
Todas suas feridas serão minhas
Sua vitória, minha salvação
Para você eu estou pronto
Para perder minha mente
Minha morte é sua ressurreição"
(Seclusion; Penumbra)
sábado, 17 de março de 2012
O Amor
Aquele que elimina o amor,
Por sua vez será eliminado do amor,
E no limiar do amor,
Jazem os uivos dados em meio ás trevas
(Alfred Lord Tennyson)
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O Que se pode extrair do mau?
Como uma criança Teimosa,
Que insiste em não aprender a lição,
Assim sou eu!
Quanto mais os anos passam,
Sinto-me mais maduro,
Minha audácia porem revela,
Talvez seja imaturo,
Pré-maturo – Que ainda precisa nascer.
Deixo me abater facilmente e pequenas pedras me derrubam,
Confio demasiadamente em alguns,
E pouco em mim!
Falta-me extrair sabedoria das coisas,
Estar certo que estou sendo lapidado por elas,
Sei o quanto isso me faz crescer,
Mas a criança em mim Insiste - se possível for:
‘Afasta de mim esse cálice’
(Sotnas Bentsion)
Que insiste em não aprender a lição,
Assim sou eu!
Quanto mais os anos passam,
Sinto-me mais maduro,
Minha audácia porem revela,
Talvez seja imaturo,
Pré-maturo – Que ainda precisa nascer.
Deixo me abater facilmente e pequenas pedras me derrubam,
Confio demasiadamente em alguns,
E pouco em mim!
Falta-me extrair sabedoria das coisas,
Estar certo que estou sendo lapidado por elas,
Sei o quanto isso me faz crescer,
Mas a criança em mim Insiste - se possível for:
‘Afasta de mim esse cálice’
(Sotnas Bentsion)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
O ser Imortal que vive em mim!
Os séculos se passaram mais rápido,
Do que pude perceber em meus vinte e poucos anos.
Conheço cada homem,
E cada mulher a ele destinada,
A prole dos que assim ousaram ter,
Inclusive os não são nascidos – ainda.
Conheço cada história,
Acompanhei a moda, e me visto de meus devaneios.
Vi a música ser lapidada e deturpada.
Li todos os livros, e falo a quem quiser saber.
De minhas prosopopeias, os mortos já se cansaram.
Não te assustes!
Sou mais que células, tecidos e sistemas.
Minha mente é mais que um cérebro.
Que pode ser tragado em um acidente.
Meu dilema, enquanto pobre corpo,
É aguçar meus ouvidos,
E conseguir ouvir esse ser imortal que vive em mim!
(Sotnas)
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Florais
Parte I
Tu já eras para mim realidade
mas só como folhas soltas no tempo
ou o odor campestre de alguma flor
agora chamo-te Deus
sem portas
nem idade.
Parte II
Cada flor é uma vida
desabrochando esperanças incontidas
na seiva capilar
das esperas abertas
ainda que não passem
de simples partidas.
Parte III
Quando o sol não brilha
os nossos olhos contemplam-se
de sombras
recolhem-se as aves
à uma
a esta nossa garganta
e as flores continuam à espera
como almas amadurecidas
caídas
à deriva
perdidas pelo chão fora
Parte IV
Que cantem
cantem sempre as aves
cheias de graça
flores de papel
garridas
temperando este sono
de esquinas e vidraça.
Parte V
Que cantem
cantem sempre as aves
cheias de graça
flores de papel
garridas
temperando este sono
de esquinas e vidraça.
(Brissos Lino)
Assinar:
Postagens (Atom)